2016. Janeiro 12.
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Passeio no Bairro Judeu de Budapeste com guia em português

Se Vc. quiser regressar ao passado, não hesite em passear calmamente pelo Distrito VII de Budapeste. O Distrito VII de Budapeste, localizado em Pest, é conhecido como o Bairro Judeu, porque durante a Segunda Guerra Mundial aqui se localizava o Gueto Judeu, na área compreendida pelas ruas Dohány, Károly, Király e Kertész.

O primeiro que aparece diante dos seus olhos ao pisar o bairro judeu é a impressionante sinagoga. Durante o programa vamos a realizar uma visita à maior Sinagoga de Europa, construído no estilo orientalista entre 1855-59, no lugar da casa natal de Teodor Hertz, com capacidade para 3000 pessoas, considerado, como o centro religioso e cultural da comunidade judaica em Budapeste, é a segunda maior do mundo, apenas superada pela de Nova York. Em seu interior cabem umas 3.000 pessoas. Está situada no começo da Rua Dohány, muito importante para a comunidade judia porque aqui terminava – ou começava – o denominado gueto de Budapeste. O recinto da sinagoga alberga a Grande Sinagoga – o templo religioso em si –, a Praça dos Heróis, o Cemitério Judeu, o Monumento ao Holocausto e o Museu Judeu.

A Sinagoga de Budapeste, Grande Sinagoga de Budapeste ou Sinagoga da Rua Dohány (em húngaro: Dohány utcai zsinagóga, é um edifício religioso situado na rua Dohány (que em húngaro Dohány utca significa "rua do tabaco"), em Budapeste, capital da Hungria. Foi construído em meados do século XIX, entre os anos 1854-1859, e projetado em um estilo romântico, combinando elementos neomouriscos e neobizantinos, pelos arquitetos Lajos Förster e Frigyes Feszl.

A sinagoga tem-se como a maior e mais monumental da Europa, conseguindo acolher mais de três mil pessoas no seu interior, e é onde não apenas judeus de Budapeste, mas de todo o mundo se reúnem regularmente. Para além disso, a sinagoga constitui um marco histórico e monumental na cidade de Budapeste. Tem nove naves abobadadas decoradas com tijolos coloridos, azulejos e arabescos muito interessantes, e duas torres brilhantes, com cúpulas negras e douradas, que a tornam num edifício único no seu estilo. Todas as torres incorporam quatro relógios oitocentistas.

No interior impera um estilo que antecipa a art déco misturada com um neobarroco, invulgar na época construção do edifício. Muitos candeeiros e um grande lustre coroam os tetos e as paredes estão adornadas com imponentes arcos recheados de detalhes minuciosos, típicos dos séculos precedentes. O altar, brilhantemente planeado é construído em madeira entre outros materiais e o centro é coberto pela célebre talha dourada. A coroar o altar magnânimo, uma pequena cúpula branca, decorada com arabescos dourados, que esconde um órgão.

Durante a Segunda Grande Guerra a Grande Sinagoga de Budapeste sofreu graves danos e esteve mesmo em riscos de ser derrubada pelas tropas nazis, mas foi recuperada e hoje jaz, imponente, no lado a lado com jardins, numa das ruas mais movimentadas da cidade. Atrás do edifício ergue-se o Monumento aos Mártires Judeus da Hungria.

Iremos visitar a praça memorial de Raul Wallenberg com a "Árvore da Vida", o lugar comemorativo das 600.000 vítimas del Holocausto em Hungría. Situada em um pátio, detrás da sinagoga, é uma escultura de um belo salgueiro chorão realizada em tamanho real. Sua importância é enorme, pois foi feita em memória dos 600.000 húngaros judeus que morreram durante a II Guerra Mundial. Nas folhas do salgueiro estão escritos os nomes daqueles que contribuíram para salvar a vida de outros judeus nessa época. O monumento foi realizado em 1991 e um dado curioso é que o ator Tony Curtis foi seu principal mecenas. Curtis, cujo verdadeiro nome era Bernard Schwartz, era filho de um casal húngaro desta fé, Emanuel Schwartz e Helen Klein. O ator criou a Fundação Emanuel, destinada a restaurar e preservar sinagogas como esta de Budapeste e mais de 1.300 cemitérios judeus na Hungria.

À continuação, passamos pela Sinagoga da rua Kazinczy

O bairro Judeu esta conhecido como o lugar dos bares e pubs em ruínas que estão espalhados pelos prédios e teremos que já estiveram vazios no Bairro Judeu. Destacamos o Kuplung (no número 46 da Rua Király). Detonados por fora — muitas vezes o visitante nem acredita que há toda aquela movimentação do lado de dentro —, esses bares situados em Peste começaram a ser inaugurados na capital da Hungria no início dos anos 2000, em prédios quase caindo aos pedaços.

Na mesma rua, restaurantes, bares e pubs mais convencionais (e não menos concorridos) dividem democraticamente o espaço com esses estabelecimentos mais alternativos. Ali perto, numa distância que pode ser feita a pé, no número 11 da Rua Kazinczy, está o Szimpla Kert. Dizem os locais que aquele foi um dos primeiros bares em ruínas da cidade. Os mais desatentos correm o risco de passar direto. A fachada é bem discreta (com aquela aparência de prédio antigo). E há apenas uma placa pequena com o nome do lugar.

Hoje já são mais de 30 os endereços com essas mesmas características (o Ellátó Kert, no número 48 da Kazinczy, é outra boa pedida). A apenas alguns passos do Szimpla Kert, em um terreno baldio, está montado o Karaván, espaço que reúne food trucks (sim, eles estão em toda parte) com comidinhas e bebidas variadas. No lugar, os visitantes podem degustar pratos japoneses, italianos e até o onipresente hambúrguer (o sanduíche que também está por toda a parte).

Já para aqueles que preferem deixar as bebidas alcoólicas para um outro momento, o Printa Café, no número 10 da Rua Rumbach Sebestyén, pode ser uma indicação melhor. O espaço reúne um café, um estúdio, uma galeria e uma loja com roupas e acessórios eco-friendly.

Os objetos de decoração à venda são todos feitos de material reciclado. Enquanto toma um cappuccino, os visitantes podem comprar (ou simplesmente admirar) um sem-número de serigrafia, desenhos, gráficos e arte urbana criados por jovens artistas húngaros.

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