2016. Dizembro 12.
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Hollókő (UNESCO) e Eger

Excursão de dia completo Esta excursão começamos em "Hollókõ" é o povo mais antigo da Europa central, um aldeia de estilo barroco "Palóc" povoada por 362 habitantes. O mais importante para a aldeia é a conservação do conjunto de 58 edifícios do sec XVII, que em 1987 obteve o título de Património Mundial da UNESCO.

Os seus habitantes, "Palócok"até hoje mantêm a antiga tradição, bem como as roupas bordadas da década de 1870-1880. Durante a visita conheceremos a tradição musical (canto e dança) e provaremos algumas das tapas locais. Depois dirigimos até Eger que è uma das cidades mais bonitas do país, construída no estilo barroco, e até hoje é o centro cultural e a sede da cultivação de vinho na sua região. No seu castelo até o centro do sec. XVI resistiu aos ataques dos turcos

Este programa incluí a visita às seguintes localidades:     

1. Hollókő

A história desta aldeia teve inicio no século XIII, foi construida depois da invasão de  tártaros na montanha Szár.  Por cima das rochas foi construido um forte, ao qual foi dado o nome de Hollókő (Rocha do Corvo) . Este nome surge através de uma lenda:  Um homem, András Kacsis raptou a linda esposa do seu vizinho latifundiário e fechou-a no seu castelo ainda em construção. Mas a ama desta mulher era uma bruxa, que tinha um pacto com o diabo no qual constava que os filhos do diabo seriam enviados à terra em forma de corvos, sendo que foram estes corvos, que tirando pedra a pedra do castelo conseguiram libertar a mulher raptada e enclausurada. Estas pedras retiradas do castelo pelos corvos, ficaram amontoadas, nascendo assim a montanha de Hollókő.

Segundo uma outra lenda, acerca da origem da aldeia, foi um senhor nobre e  muito arrogante  que começou a construir o castelo. Ainda estava a meio da construção quando sequestrou uma mulher e a fechou no castelo. Mas a mulher raptada tinha dois corvos domados por ela e durante as noites os corvos desmontaram o castelo pedra a pedra. O castelo só foi terminado, quando a mulher raptada conseguiu recuperar a sua liberdade.

As cartas antigas só se falam sobre o castelo.  Na idade média a aldeia já era um lugar com igreja cristã.  Originalmente, em 1342, a  paróquia de São Martinho estava na parte Oeste do. Em 1969 encontraram o lugar da igreja „Pusztatemplom”, a que a população chamava também „Előttyi”. Os nomes das localidades como” Pusztavár, Pusztatemplom, Pusztaszőlők” provavelmente nasceram depois das invasões dos tártaros.

Durante a ocupação dos turcos, otomanos Hollókő,  como muitas outras povoações, ficaram desertas: em 1715 só se encontravam registadas três casas para pagar impostos.  As casas eram construidas em madeira, sem fundações, os telhados eram de palha, os lumes de chão não tinham chaminé, apenas um buraco por onde saia o fumo, por isso várias vezes houve  destruição por via de incêndios.

Um incêndio muito grande em 1909 fez com que se alterassem as formas de construção: começaram a fazer-se as fundações,  de pedra e não de lama, a estrutura dos telhados com colunas de madeira, os telhados com telhas, mantendo estes sempre a forma original.  „Ófalu”- aldeia antiga, ganhou a atual atmosfera no início do século, 1911, guardando antigas relíquias de folk e arquitetura Palóc.

 

Hollókő aldeia de uma só rua, tal como é habitual nesta região. A sua estrutura base é uma rua principal, perpendicularmente a esta, existem os terrenos em faixas, onde construíram as casas.  Na região Palóc, tradicionalmente, as famílias numerosas  construíam casas a traz da casa principal que tinha fachada para a rua. Quando a família aumentava, simplesmente, se acrescentava mais uma casa a traz da já existente e assim sucessivamente. No centro da aldeia, no alto, como aqui se chama, na „ilha” encontra-se a igreja com a torre pequena em madeira e o telhado de palha, foi construida em 1889 através de doações do povo.  O prédio  encontra-se em muito bom estado, muito simples, bonito, sendo a pérola do património da aldeia.

Hoje em dia, vivem na aldeia cerca de 400 pessoas, num conjunto de 67 casas, que são património da humanidade. Estas casas, na sua maioria são casas tradicionais, de um só piso, telhados levantados  e com varandas na parte da frente e do lado do quintal. Estas varandas (hambitus)  foram feitas com pólos de madeira e decoradas com esculturas.

2. Eger

Eger, cujo nome em latim foi, Agria, em alemão Erlau, em eslovaco Jáger, em turco Egri, uma cidade que é capital de distrito de Heves e conhecida como a cidade dos estudantes. Situa-se entre as montanhas Mátra e Bükk, no vale do riacho Eger, na parte de Sudoeste das montanhas Bükk. Nos censos de 2011, possuía, 56.530 habitantes. Sendo assim a segunda maior cidade do Norte da Hungria depois de Miskolc.

Eger era, já na idade da pedra povoada. Os húngaros chegaram a esta região no século X. Tornou se membro dos dez Bispados fundados por o rei Estevão antes de 1009. Em 1241, durante a invasão dos tártaros,  queimaram a cidade. Mais tarde o rei Béla IV autorizou a sua reconstrução e a construção de um castelo em pedra. Em 1442 os hussitas destruíram a cidade e mataram muitas pessoas. Um dos generais do György Dózsa, Barnabé, em 1514  queimou a cidade totalmente, deixando só cinzas e pó.

Depois da reconstrução e com a divisão da Hungria em três partes, a cidade  tornou-se um importante castelo, ponto estratégico, para defender a fronteira. Em 1552 apareceram os turcos. Durante a capitania do István Dobó,  2100 pessoas (entre mulheres e crianças) defenderam o castelo, “olhar nos olhos do lobo” ( descrição de Géza Gárdonyi, escritor). Os turcos eram 200 mil soldados. Com as artimanhas do segundo- tenente Gergely Bornemissza conseguiram vencer a batalha.Ma sem 1596, durante um segundo ataque que durou duas semanas, Eger também passou para as mãos dos otomanos. A cidade durante 91 anos foi sede de um vilajet com várias sandjas. Os cristãos reconquistaram a cidade em

 

Durante a revolução de Rákóczi pela liberdade, Eger foi o centro desta região do país, já libertado. No século XVIII retomou o seu desenvolvimento, tendo sido esta época, a idade dourada da cidade. Durante esta época os bispos de Eger formaram, construíram a imagem barroco da cidade, que hoje podemos observar e apreciar. O centro da cidade é conhecido como “A pérola barroco de Europa”, vieram muitos comerciais, industriais, artesãos e artistas para a cidade. No século XIX os cidadãos desejavam tornar-se livres, independentes em relação ao poder da igreja e exigiram ao parlamento uma declaração de cidade real livre, mas este pedido não foi aceite. Nos tempos que se seguiram, várias catástrofes destruíram algumas partes da cidade, no centro ocorreu um incêndio, o muro do castelo do lado do Sul caiu e surgiu uma praga de cólera que fez 200 mortos. Entre 1831 e 1836 e segundo os planos de József  Hild construiu-se a Basílica, depois em 1854 a cidade ficou livre de poder económico da igreja.

Em 1944 as tropas alemãs, enquanto se retiravam da cidade rebentaram várias bombas. Apareceram os soviéticos no fim do mesmo ano. Os bairros com casas pré construidas foram erguidas nos anos 70, 80.  Na mesma época nasceu na praça principal, o centro comercial István Dobó que nada tem a ver com o estilo das restantes construções.

Deste a mudança de regime,  Eger é uma cidade com um desenvolvimento constante. Tem muitos centros comerciais, um deles é o „Agria Park”, um dos maiores no Norte da Hungria. O parque industrial também se desenvolveu bastante. A cidade, é hoje, um centro cultural, e de educação. Aqui encontra-se a terceira maior Basílica do país, tem vários museus e monumentos históricos, entre eles, o  mais conhecido, o Castelo de Eger.

A região é famosa e conhecida pelos seus vinhos, e Eger, é  o centro dos produtores de vinhos.

O vinho tinto chamado „sangue do boi” é internacionalmente famoso.

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