2016. Novembro 12.
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Excursão e degustação de vinho Tokaj (UNESCO)

Se alguém ouve o nome "Tokaj" logo pensa no vinho. Não só o vinho mas a zona também tornou-se famoso mundialmente.A zona de Tokaj, com 27 aldeias, fica no Norte da Hungria, é Património Mundial de UNESCO desde 2002.

Nas caves das cidades e das aldeias pequenas da zona pode se ver cada passo da produção deste vinho. Aqui se guarda a cultura de mais de 1000 anos da produção do vinho que temos. O vinho feito das uvas desta zona tem um sabor especial, um aroma tão particular, que antigamente usavam-no como medicamento. Mais tarde, foi o rei da França, o Luis XIV, que deu ao vinho o nome "Vinho dos Reis, Rei dos Vinhos". O preço de programa inclui a transportação, a guia e degustação de vinho.


Tokaj

A uma distancia de 54 km de Miskolc para Leste, encontra-se a cidade de Tokaj. Onde se encontram dois rios, o Tisza e o Bodrog, aos pés da montanha “Kopasz”. Para o seu desenvolvimento foram importantes, não só os vinhos, mas também a sua localização estratégica, do ponto de vista dos transportes. Tokaj foi, em tempos o eixo do transito das carroças. Atravessar o rio Tisza, só era possível em três lugares no país. Um deles aqui, em Tokaj, outros dois em Szolnok e Szeged. 

O nome Tokaj já se encontra “a uso” desde o ano 1067 para esta região e desde então que se verifica aqui a produção de vinhos. A povoação em si só é assim denominada desde 1353, Tokaj. O primeiro castelo da terra foi destruído na altura da invasão dos tártaros. No século XIV já tinha um castelo de pedra, que pertencia às terras de Diósgyőr.

Depois de 1450 Tokaj, passa a pertencer à família Hunyadi, depois passou para a família Szapolyai. János Szapolyai perdeu as terras, mas só durante algum tempo. O seu filho, Zsigmond János, conseguiu-as de volta. Devido aos rendimentos dos vinhos aqui produzidos, Tokaj tornou-se uma cidade de agricultura. O numero da população aumentou. No ano 1705, II. Ferenc Rákóczi mandou destruir o castelo, para não passar para mão alheias. Depois do “acordo” seguiram-se uns anos de paz e tranquilidade. Tokaj conseguiu assim desenvolver-se, e aumentar a sua população. Mas as duas guerras quebraram este desenvolvimento. Em 1944, primeiro os alemães, depois os russos ocuparam Tokaj. 

Depois da 2º Guerra Mundial o desenvolvimento abrandou. O centro dos vinhos passou a ser Sátoraljaújhely. No ano 1952 deixou de ser centro regional. Só em 1986 é que recebeu de volta o seu título de cidade. A partir daí retomou o seu desenvolvimento. Tokaj, uma cidade castiça, muito procurada por turistas. A região de vinhos é considerada Património Mundial pela UNESCO.

Tokaji Aszú

O vinho “aszú”, é produzido na região dos vinhos Montanha, Tokaj. Este é um vinho que possui uma particularidade, curiosidade, é feito com bagos de uva que se encontram já num estado avançado de amadurecimento, quase em “passas”. É um vinho para se beber preferencialmente como uma sobremesa. É o mais famoso entre os vinhos de Tokaj. É feito com uma tecnologia utilizada há vários séculos, com base na vindima tardia das uvas, depois com um processo utilizado única e exclusivamente para este vinho.

Um cogumelo, “Botrytis cinerea”, é responsável pelo apodrecer, amadurecimento das uvas. Claro, que neste processo de amadurecimento, para além deste cogumelo, também o clima, as castas, etc, têm um papel importante. Nesta região conseguem-se reunir todos os anos estas condições, tão especiais, favoráveis à produção do vinho “aszú”.As bagas escolhem-se uma a uma. Assim se iniciam as vindimas. Com as mãos, tiram as bagas que já se encontram quase em passas. Antigamente juntavam-nas numa cesta feita em madeira, picaram a uva e depois numa banheira juntavam-lhe 136,6 litros de vinho ou água pé do mesmo ano. Durante 1-1,5 dias deixavam de molho ( para extrair o açúcar, o sabor, e a acides das bagas do “aszú”)

Depois então prensavam a “massa do aszú”, colocavam nos barris a água pé para fermentar. Os 136,6 litros é a medida de um pipa de Gönc. O “aszú” tem os números de cestas (3-4-5-6), significa que quantas cestas de uvas foram para uma pipa de Gönc. Antes da legislação dos vinhos entrar em vigor, os “aszú” tinham que amadurecer durante os mesmos anos que o número de cestas que continham. Assim foram comercializados passados 3-6 anos da sua produção.

 

Hoje este mesmo processo dura 2 anos. Nos nossos dias já não se medem as uvas com pipa de Gönc e com cestas, mas o processo mantém-se o mesmo. O “aszú” amadurece numas pipas em madeira, numas caves que parecem uns labirintos, com várias centenas de metros de comprimento. As paredes das caves estão cobertas de bolor valioso, denominado de Cladosporiam cellare, aqui, e na região de Rajna é que se encontra. É muito importante para a qualidade do “aszú”. Quando o “aszú” já esteve durante 8-10 anos numa cave, a amadurecer numa pipa de madeira, está pronto então, para engarrafar. Os melhores “aszú” são produzidos nas regiões de Tokaj, Tarcal, Tolcsva, Mád, Tállya.

Segundo alguns registos escritos, o primeiro “aszú” foi produzido por Máté Laczko Szepsi. Ele era o padre da corte de Zsuszanna Lorántffy. O primeiro “aszú” foi produzido com as uvas do região Oremos, pertencente à sua senhoria. Este vinho foi também produzido como uma surpresa de Páscoa para a sua senhoria. Esta informação é confirmada por um escrito de Ferenc Kazinczy, onde o escritor registou a informação exata, obtida através de Péter Kazinczy, caseiro da mesma senhoria então.

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