2020. Julho 28.
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Pécs (UNESCO) e os vinhos tintos de Villány

Excursão de dia inteiro em Pécs cidade "Mediterrânea Húngara" jóia do Sul da Hungria e abençoado por um clima muito suave. É uma cidade com 2000 anos de história e no ano 2010 será a capital cultural de Europa. Centro cultural da sua região e cidade universitária. A cidade Pécs foi habitada a partir do domínio do Império de Roma, e os seus túmulos cristinianos antigos hoje em dia formam parte do Património Mundial da UNESCO. Durante os séculos XVI-XVII. a cidade foi ocupada pelos otomanos. As suas principais atracções são a Basílica, com origem do século IV-VI., os prédios da época dos turcos, bem como o Minaret ou o Djami na Praça Maior. A cidade também oferece várias actividades culturais; nos seus museus podem contemplar colecções mundialmente famosas, como por exemplo a exposição do pintor Csontváry. O programa continua em Villány, sede da cultivação de vinho, onde visitaremos a mais prestigiosa adega da região e assistiremos a uma degustação de vinhos

Durante a excursão visiteremos os seguintes pontos:

Pécs é a quinta maior cidade da Hungria. Na região, onde viviam os povos celtas e pannons, no século II os romanos fundaram uma cidade “com o nome Sopianae”. A povoação no século IV já era sede regional e tornou-se centro de cristã. Deste período de cristã é que surge a origem de um conjunto de construções e câmaras cristãs de cemitério. Em Dezembro de 2000 a UNESCO qualificou-as como Património Mundial. O bispado foi fundado em 1009 pelo Rei St. Estevão, a primeira faculdade do país foi aqui fundada em 1367 pelo rei Lajos Nagy. Hoje ainda funciona aqui a maior faculdade do país com aproximadamente 34 mil estudantes. Pécs, na idade média foi um dos centros de cultura e arte do país, o que se pode agradecer ao senhor bispo Janus Pannonius, grande poeta do humanismo húngaro, escrito ainda em latim.

Depois de 150 anos de ocupação pelos turcos " desta época ficaram também alguns monumentos arquitetônicos ricos, como a Mesquita de paxá Gázi Kászim na praça central da cidade - em 1780 Maria Terésia atribuiu a esta cidade o título de cidade real livre. A partir desse momento, verificou-se um desenvolvimento forte económico e burguês. O desenvolvimento industrial sofreu um aceleramento nas primeiras décadas do século XIX, algumas fábricas tornaram-se mundialmente famosas, como a fábrica de cerâmica Zsolnay, champanhe - Littke, órgãos- Angster. Durante os dois mil anos de historia da cidade, Pécs sempre foi uma “povoação mista”, com muitas nações diferentes, com as várias culturas, com a presença das tradições de cada nação. Húngaros, croatas, alemães até hoje vivem em paz numa polaridade cultural extraordinária. Assim não foi surpresa quando em 2010 Pécs, juntamente com Essen e Istambul foram uma das cidades capital da cultura europeia.

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Fábrica de Porcelana Zsolnay de Pécs é uma peça de grande importância na história da industria húngara, em tempos foi bastante conhecida internacionalmente. No terreno da fábrica, a cidade,capital da cultura, construiu um “bairro da cultura”. Miklós Zsolnay fundou a fábrica, utilizando o lugar usado anteriormente por uma fábrica de telhas de Lukafa, entretanto falida. Em 1854 passou a fábrica para o seu filho, Ignác. Mas com a falta de capital não podia fazer a modernização necessária, sem as máquinas não aguentou a corrida do mercado. Para a fábrica não ir a leilão, o senhor Vilmos Zsolnay salvou-a. Quando em 1865 assumiu a liderança substituindo o seu irmão, desenvolveu a fábrica e fez dela uma fábrica mundialmente famosa. Vilmos Zsolnay fez experiências com uma grande variedade de argilas e lustros (em 1886 começou fazer apontamentos num caderno e registou 80 argilas diferentes só nesta região). Conseguiu desenvolver de tal forma a pequena manufatura que, esta tornou se na primeira fábrica de artes cerâmicas do país. A fábrica recebeu o primeiro reconhecimento na Exposição Mundial de Viena em 1873, onde estavam presentes todas as fábricas importantes da área. A Exposição Mundial em Paris, em 1878 ,foi para além de uma possibilidade de atrair capital, foi também, um desafio profissional. O sucesso foi enorme: as cerâmicas de Zsolnay ganharam a medalha de ouro, „ Grand Prix”, Vilmos Zsolnay recebeu o Legião de Honra francesa. Nesta exposição conseguiram-se também contactos internacionais, importantes para o negócio. No seu pais, trabalhavam com os arquitetos mais famosos: transportaram material precioso, pirogranito, para grandes obras, como a igreja Matias no castelo de Buda, Museu de Artes Aplicadas, Instituto Geológico, Câmara Municipal em Kecskemét, Parlamento, Galeria de Artes.

Villány - povoada desde os tempos da pré história. Existem, aqui, testemunhos arqueológicos da idade do bronze. A origem e tradição de vinhas na região mantém-se desde o tempo dos celtas, mantendo-se também durante a época dos romanos. Na encosta da montanha Szársomlyó foi descoberta uma pedra de altar, onde se encontra gravada, documentada a plantação de uma vinha de 50 hectares. Dos lagares do vinho é que surgem as caves e respetivas entradas. Estas não são muito profundas, mas por vezes são autênticos labirintos. Na altura das vindimas transportam-se as uvas para aqui com carroças, aqui são prensadas e ficam a fermentar. O vinho de Villány tornou-se cada vez mais conhecido e famoso, era é um excelente produto de exportação. Em 1912, os senhores Scaumburg e Lippe fundaram uma fábrica de champanhe. Na região as castas tradicionais são: kadarka, kékoporto, kékfrankos. Depois da praga de filoxera nas plantações, algumas foram substituídas por cabernet franc, cabernet sauvignon, merlot. Na Região Villány predomina o tinto, na região Siklós, o branco.

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